Ela voltou.
Novamente:
Ela voltou.
Da longínqua Terra do esquecimento
Ela escapou
Mentira.
Ela nunca esteve lá.
Agora
Usa “Saudade”
como ponto final
em cada frase proferida.
De longe,
me lambe, me chupa, me morde
com letras.
De perto,
me beija no rosto.
Só.
Agora
Ignora meus sentimento
E abre
velhas feridas purulentas
que doem como recentes
sempre me impedem
de seguir em frente.
Agora
quer saber de minha vida.
Vejam, Vejam !
A estúpida atriz quer conhecer o roteiro
Precisa que alguém lhe diga o que fazer
Porque
nunca descobriu seu querer.
Agora
que eu voltava a sorrir
Sonhava...
Melancolia me apunhala
Novamente,
Tumor que molesta
Lentamente.
Qual será minha reação
Desta vez ?
domingo, 13 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Off: Pra ler blogs
Isso é BEM velho, mas eu nunca tinha usado nenhum tipo de leitor de feed's, então pra ver se os blogs que eu acompanho tinham atualizações, eu ia de um por um. Bem cansativo...
Um leitor de feeds é um programa ou uma pagina da web que mostra automaticamente quando há alguma nova postagem nos blogs que você escolher.
Eu to usando o Google Reader que é bem simples, não precisa cadastro pra quem já tem uma conta google (orkut, gmail, blogger...).To achando bem pratico e se ainda não tiverem leitor de feeds, comecem a usar já !
Google Reader
http://www.google.com.br/reader/view/
Feed:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed
Rss
http://www.infowester.com/rss.php
Mas não se esqueçam de clicar no link pros blogs de dentro do leitor de feed pra comentar os textos, que aqui são todos pertinentes e acrescentam bastante.
Um leitor de feeds é um programa ou uma pagina da web que mostra automaticamente quando há alguma nova postagem nos blogs que você escolher.
Eu to usando o Google Reader que é bem simples, não precisa cadastro pra quem já tem uma conta google (orkut, gmail, blogger...).To achando bem pratico e se ainda não tiverem leitor de feeds, comecem a usar já !
Google Reader
http://www.google.com.br/reader/view/
Feed:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed
Rss
http://www.infowester.com/rss.php
Mas não se esqueçam de clicar no link pros blogs de dentro do leitor de feed pra comentar os textos, que aqui são todos pertinentes e acrescentam bastante.
domingo, 30 de agosto de 2009
Na fileira antes
Atrás dela eu respirava densamente, qual lobo observando um cordeiro encorpado. Com uma cautela magistral, abri o zíper da calça, busquei meu pau e tirei-o pra fora. Mais uma olhada ao redor pra ter certeza que não seria descoberto e comecei a me masturbar, ali mesmo, no meio do cinema. Não podia perder tempo, por isso movimentava loucamente, já estava completamente rijo à essa altura. Me inclino um pouco para ver se consigo sentir seu perfume: lá estava ele: o aroma entrou em minhas narinas como se partissem uma tangerina na minha frente. Trago ele e solto bem devagar,aos poucos, igual cigarro. Fecho os olhos. Revezo movimentos longos com movimentos concentrados na cabeça, apertando e soltando com a destreza que alguém só consegue quando manipula a si mesmo. Continuei. Já não fazia ideia de quanto tempo se passara. Arfava e ofegava feito um asmático em ataque e estava tão próximo dela que conseguia sentir o gosto de sua pele pelo cheiro de sabonete. Finalmente ela mexe o cabelo e inverte as pernas cruzadas. É a minha deixa. Abro os olhos, olho pra cima numa careta estranha para em seguida fecha-los novamente enquanto inspiro e prendo o ar.
Esporro em suas costas, tremo e urro baixinho sem querer.
Continuo em transe durante tempo indeterminado... Um tiro seguido de gritos me desperta. Espremo e balanço uma última vez pra me livrar do resto do suco e guardo, ainda riste, o que me deixa com um volume estúpido entre as pernas. Sem coragem pra confirmar se fui percebido, levanto e caminho de cabeça baixa. Capto o sorriso de Ângela antes de sair.
Esporro em suas costas, tremo e urro baixinho sem querer.
Continuo em transe durante tempo indeterminado... Um tiro seguido de gritos me desperta. Espremo e balanço uma última vez pra me livrar do resto do suco e guardo, ainda riste, o que me deixa com um volume estúpido entre as pernas. Sem coragem pra confirmar se fui percebido, levanto e caminho de cabeça baixa. Capto o sorriso de Ângela antes de sair.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Charlie
Em toda sua vida
jamais chegou em segundo
O pai lhe educara assim
Sempre fora seu orgulho
Precisa ser cabeça
Que os outros sejam o corpo !
Coloque as mãos no volante
Dirija seu futuro, garoto
Você quer ser o melhor
De todos no mundo
Ou vai fracassar e viver
Feito um vagabundo ?
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Conseguiu novo emprego
Conta vantagem novamente
Não preciso fingir muito
Elogio cínico é suficiente
Ele vive disso !
Decerto não faria nada
se não houvessem pessoas
À quem falar de sua vida
Pra chamar atenção
Solta piada, vira palhaço
Tenta de todo jeito esconder
A natureza de seu complexo
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
A amizade é interesse
Tente compreender
Toda ação é calculada
Robô não conhece prazer
O objetivo é vencer
Não importa a diversão
Será que vai perceber
que não há competição
Senso de igualdade é
Se gabar de cada feito
Com a mesma exaltação que
Enterra cada defeito
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
“Não importa o que fizer
Vou ser bem sucedido
Me divirto quando ganho
Assim tudo faz sentido”
Existência vazia
Cercada de gente falsa
Regada de conversas fúteis
Caminho que leva a nada
O melhor emprego, o melhor salário
O melhor casamento, o melhor carro
A melhor casa, a melhor visão
A melhor vida e o melhor caixão.
O melhor, o melhor, o melhor, o pior
O melhor, o melhor, o melhor, o pior
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
jamais chegou em segundo
O pai lhe educara assim
Sempre fora seu orgulho
Precisa ser cabeça
Que os outros sejam o corpo !
Coloque as mãos no volante
Dirija seu futuro, garoto
Você quer ser o melhor
De todos no mundo
Ou vai fracassar e viver
Feito um vagabundo ?
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Conseguiu novo emprego
Conta vantagem novamente
Não preciso fingir muito
Elogio cínico é suficiente
Ele vive disso !
Decerto não faria nada
se não houvessem pessoas
À quem falar de sua vida
Pra chamar atenção
Solta piada, vira palhaço
Tenta de todo jeito esconder
A natureza de seu complexo
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
A amizade é interesse
Tente compreender
Toda ação é calculada
Robô não conhece prazer
O objetivo é vencer
Não importa a diversão
Será que vai perceber
que não há competição
Senso de igualdade é
Se gabar de cada feito
Com a mesma exaltação que
Enterra cada defeito
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
“Não importa o que fizer
Vou ser bem sucedido
Me divirto quando ganho
Assim tudo faz sentido”
Existência vazia
Cercada de gente falsa
Regada de conversas fúteis
Caminho que leva a nada
O melhor emprego, o melhor salário
O melhor casamento, o melhor carro
A melhor casa, a melhor visão
A melhor vida e o melhor caixão.
O melhor, o melhor, o melhor, o pior
O melhor, o melhor, o melhor, o pior
Charlie precisa, precisa provar que é bom
Charlie precisa, precisa provar que é bom
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Estatísticas

Sou mais um número nas estatísticas,
zero vírgula zero alguma coisa
acompanhado de um percentual.
Mais um caso na epidemia,
que gastou tanto em remédios
e viveu por tantos dias depois de curado.
Mais um dado disposto na tabela sem distinção;
fui responsável pela abertura de alguns segundos
no gráfico de setores do jornal de domingo.
Mais um vítima daquele acidente;
eu dirigia a tantos por hora
e fui arremessado a tantos metros do carro.
Mais um habitante de algum lugar,
outra boca para comer
e desequilibrar;
Nas penitenciárias,
Números que gastam demais
Acabem com eles, ninguém se importa
Alguns dizem
Oh Deus, eu não quero ser só um número !
Outra vítima da violência.
Um possível problema futuro,
uma dor de cabeça em potencial.
Um ponto no meio do nada
que separa coisa alguma
e vai pra lugar nenhum
acompanhado de ninguém.
Igual a todos
que estão do lado de cá.
O que podem fazer
os homens,
aqueles que têm faces,
acerca de números ?
Podem dividir,
podem somar;
Podem subtrair,
podem multiplicar;
Mas os números não somem,
os problemas estão sempre aí:
Só o zero iguala a zero
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Pandemia
Pandemonium
(...)
então se separem e o vírus não alcançará..
Corram e tranquem-se em suas casas,
fechem as janelas e não falem com ninguém.
É perigoso manter contato.
Aglomerações serão entedidas como resistência
e tratadas com violência.
Reunir-se em grupos é inútil.
Lembrem-se: A pessoa ao seu lado pode estar infectada,
laços de sangue já não representam nada.
Em hipótese alguma acredite em falsos líderes.
Apenas o canal oficial possui informações verdadeiras,
Todo o resto é, sem duvida, mentira.
Acima de tudo, mantenham a ordem e tenham um bom dia.
(...)
então se separem e o vírus não alcançará..
Corram e tranquem-se em suas casas,
fechem as janelas e não falem com ninguém.
É perigoso manter contato.
Aglomerações serão entedidas como resistência
e tratadas com violência.
Reunir-se em grupos é inútil.
Lembrem-se: A pessoa ao seu lado pode estar infectada,
laços de sangue já não representam nada.
Em hipótese alguma acredite em falsos líderes.
Apenas o canal oficial possui informações verdadeiras,
Todo o resto é, sem duvida, mentira.
Acima de tudo, mantenham a ordem e tenham um bom dia.
sábado, 4 de julho de 2009
Amy
Nova mas já possuía todo o mecanismo de mulher formado, pelo menos a parte responsável por cativar os homens a fim de deixa-los vulneráveis e suscetíveis a seus desejos. Ela nem sequer pensou em ter alguma coisa séria A menina Amy estava pronta pra ter uma vida de gente adulta, cercada de mentiras adultas, corrompida num mundo louco onde quem fala o que sente perde o jogo, fica exposto demais pra continuar, um game over precoce. Mas Amy já sabia disso, a vadia. As mulheres já nascem com esse mecanismo demoníaco, localizado um pouco acima do útero. É durante a fecundação que a mãe decide, se for mulher o mecanismo será herdado, senão o feto estará nas mãos de deus dará. É assim que funciona a lei natural das coisas. Os homens não têm nenhum tipo de auto-defesa hereditária; já nascemos em desvantagem. Com o tempo aprendemos alguns truques, ficamos precavidos depois cair em tantas armadilhas, mas nada muito engenhoso. Mas a magnificência feminina está sempre a ruir todas as estruturas do que pensávamos indestrutível, rígido; Intocável. Quando um homem enlouquece e bate em uma mulher, ele não está de fato tentando destruí-la, mas destruir o mecanismo que a põe em nível divino. Ele a quer no mesmo nível, pra que possam finalmente juntar a cara-metade. A única maneira que ele tem de chegar perto é a bárbara, é se tornando um animal, o mais selvagem e frenético possível, é necessário descer mais ainda a fim de alcançar o extremo oposto para atravessar o escudo. Mas atravessa-lo não é suficiente, a caixa que guarda o mecanismo é indestrutível, é a própria caixa de Pandora que colocaria fogo no mundo se aberta. A superioridade da mulher é provada então, com um sorriso de escárnio mesmo que esteja jogada no chão, ela sabe que derrotou o homem e derrotaria um milhão de vezes se fosse preciso.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Quatro Fases
O choro de uma criança
O ganir de um cão
A despedida de um amigo
A lembrança de um amor
O arrependimento pelo erro
A raiva pelo arrependimento
O choque da traição
A descoberta da solidão
A tristeza na solidão
A agonia da incapacidade
O medo
O ódio
O conformismo
A aceitação.
O ganir de um cão
A despedida de um amigo
A lembrança de um amor
O arrependimento pelo erro
A raiva pelo arrependimento
O choque da traição
A descoberta da solidão
A tristeza na solidão
A agonia da incapacidade
O medo
O ódio
O conformismo
A aceitação.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Crise de Ansiedade
Roedor compulsivo
Como unhas
Como as minhas
Como as suas
As pernas têm vida própria
Balança o pé e toca a bateria invisível
Ganharia a vida batucando os dedos
Se lhe fosse possível
Lábios inchados de passar a língua
Dentes de piranha buscam a pele
E quando não estiverem olhando
O puxão incisivo que te fere
Relaxa, pratica algum esporte
Natação, corrida ou boxe
Alongou e estralou os ossos
As mãos, o pescoço e o cóccix
Restos de unha coçam a barba
Pela milésima vez arruma o cabelo
Esse relógio ta parado ?
Até quando esse desespero ?
O cara é ansioso
Eu anseio, tu anseias e ele anseia
Vós que ansiais desde o seio
Anseia tanto que me ânsia
O TIC do relógio é nervoso
O TAC te faz perder a razão
Enquanto o Tico se desgasta de trabalhar
O Teco descobre quem é o paspalhão
Pra controlar a pressão social
Um pouco de vodca com limão
Cara, você ta bêbado?
To não irmão, to não !
Suor é rotina
Sua tanto que faz medo
Uma vez a mão suou tanto
Alagou São Paulo inteiro
Já tentei Yôga
Respirei tão fundo que vomitei
Contei até dez, não funcionou
Prendi a respiração e desmaiei
Apelei para os químicos
Não tive sorte com remédio normal
Procura alguém pra me arranjar agora
Mais daquela erva natural
Alisei tanto o cabelo que fiquei careca
Uma urticária comprova meu distúrbio
Tem dia que eu só como
Tem dia que só me masturbo
Forcei a boca dormindo e mordi a testa
Se você é meu amigo, não debocha
Mas meu bruxismo é tão nervoso
Que aldeões me perseguem com uma tocha
E esse telefone que não toca
E esse e-mail que não chega
Minha garota não passa
E o sossego que não vem.
Como unhas
Como as minhas
Como as suas
As pernas têm vida própria
Balança o pé e toca a bateria invisível
Ganharia a vida batucando os dedos
Se lhe fosse possível
Lábios inchados de passar a língua
Dentes de piranha buscam a pele
E quando não estiverem olhando
O puxão incisivo que te fere
Relaxa, pratica algum esporte
Natação, corrida ou boxe
Alongou e estralou os ossos
As mãos, o pescoço e o cóccix
Restos de unha coçam a barba
Pela milésima vez arruma o cabelo
Esse relógio ta parado ?
Até quando esse desespero ?
O cara é ansioso
Eu anseio, tu anseias e ele anseia
Vós que ansiais desde o seio
Anseia tanto que me ânsia
O TIC do relógio é nervoso
O TAC te faz perder a razão
Enquanto o Tico se desgasta de trabalhar
O Teco descobre quem é o paspalhão
Pra controlar a pressão social
Um pouco de vodca com limão
Cara, você ta bêbado?
To não irmão, to não !
Suor é rotina
Sua tanto que faz medo
Uma vez a mão suou tanto
Alagou São Paulo inteiro
Já tentei Yôga
Respirei tão fundo que vomitei
Contei até dez, não funcionou
Prendi a respiração e desmaiei
Apelei para os químicos
Não tive sorte com remédio normal
Procura alguém pra me arranjar agora
Mais daquela erva natural
Alisei tanto o cabelo que fiquei careca
Uma urticária comprova meu distúrbio
Tem dia que eu só como
Tem dia que só me masturbo
Forcei a boca dormindo e mordi a testa
Se você é meu amigo, não debocha
Mas meu bruxismo é tão nervoso
Que aldeões me perseguem com uma tocha
E esse telefone que não toca
E esse e-mail que não chega
Minha garota não passa
E o sossego que não vem.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Carne Maciça
Onze horas,
a larica aperta.
Se não fosse minha úlcera
aguentava até amanhã
amanhã tem sopão.
Lembro da vizinha
“passa ai qualquer dia desses”
hoje é dia desses,
não, pior. É daqueles.
Toco a campainha
quase torço pra ela não atender.
De onde vinha essa moral toda ?
Verônica, a Vera, a Verinha
saiu de calça jeans e camiseta
sem sutiã como os mamilos denunciaram.
E descalça.
Mulata gostosa,
Os olhos eram todo íris.
“Chegou na hora certa”
estava jantando, disse com um sorriso largo no rosto
Conversamos um pouco
E ignoramos o barulhos desagradável
Das minha tripas trabalhando.
Finalmente ela entendeu
E fez meu prato:
Arroz, feijão, farinha e um pedaço gigante de boi
Nada pra beber
Tentei
Juro que tentei
ia comendo pelas beiradas
Mas a idéia de que aquele pedaço gigante de carne
Já foi algo que andava por aí, comia e transava
E cagava
Invadiu meu cérebro, não pensava em mais nada
Pareceu tão estúpido a ideia de comer algo
Que viveu
Sequer existia mais uma cadeia alimentar
Depois, quem me comeria afinal ?
Se ao menos soubesse que ao acabar
Algum outro animal poderia me abater com uma
Batida forte na nuca
Que alguém poderia cravar os dentes na minha coxa
Que alguém poderia fazer algum doce com meu sangue
Que minha pele esquentaria um corpo numa noite fria
Que meus miúdos seriam festa entre cachorros e ratos
Se existisse a chance de alguém lamber minha úlcera...
“Vera, minha Verinha, lembrei de um compromisso,
te vejo qualquer dia desses”
Dei um beijo na testa
E segui rua acima, abraçando meu estômago..
a larica aperta.
Se não fosse minha úlcera
aguentava até amanhã
amanhã tem sopão.
Lembro da vizinha
“passa ai qualquer dia desses”
hoje é dia desses,
não, pior. É daqueles.
Toco a campainha
quase torço pra ela não atender.
De onde vinha essa moral toda ?
Verônica, a Vera, a Verinha
saiu de calça jeans e camiseta
sem sutiã como os mamilos denunciaram.
E descalça.
Mulata gostosa,
Os olhos eram todo íris.
“Chegou na hora certa”
estava jantando, disse com um sorriso largo no rosto
Conversamos um pouco
E ignoramos o barulhos desagradável
Das minha tripas trabalhando.
Finalmente ela entendeu
E fez meu prato:
Arroz, feijão, farinha e um pedaço gigante de boi
Nada pra beber
Tentei
Juro que tentei
ia comendo pelas beiradas
Mas a idéia de que aquele pedaço gigante de carne
Já foi algo que andava por aí, comia e transava
E cagava
Invadiu meu cérebro, não pensava em mais nada
Pareceu tão estúpido a ideia de comer algo
Que viveu
Sequer existia mais uma cadeia alimentar
Depois, quem me comeria afinal ?
Se ao menos soubesse que ao acabar
Algum outro animal poderia me abater com uma
Batida forte na nuca
Que alguém poderia cravar os dentes na minha coxa
Que alguém poderia fazer algum doce com meu sangue
Que minha pele esquentaria um corpo numa noite fria
Que meus miúdos seriam festa entre cachorros e ratos
Se existisse a chance de alguém lamber minha úlcera...
“Vera, minha Verinha, lembrei de um compromisso,
te vejo qualquer dia desses”
Dei um beijo na testa
E segui rua acima, abraçando meu estômago..
Todos os poetas
Todos os poetas,
artistas e pensadores,
boêmios e vadios,
músicos e criadores;
Todos que de alguma forma são
diferentes,
pensam diferente,
trabalham em conjunto,
a serviço de
uma força,
tão bela e acolhedora,
tão intensa e aterradora,
sua real grandeza nenhum deles conhece.
artistas e pensadores,
boêmios e vadios,
músicos e criadores;
Todos que de alguma forma são
diferentes,
pensam diferente,
trabalham em conjunto,
a serviço de
uma força,
tão bela e acolhedora,
tão intensa e aterradora,
sua real grandeza nenhum deles conhece.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Agradecimento
Obrigado ao Augusto do Boom! (http://boomind.blogspot.com/) por ter aceito o convite para opinar no texto "Vamos parar de produzir !"
Grande escritor, quando sentirem nojo das minhas poesias (?) leiam as dele.
Obrigado Guilherme, Kamilly Cordeiro, Niña, Rafael Martins, (ordem alfabética) e todos que já clicaram no botão “seguir"
=)
Grande escritor, quando sentirem nojo das minhas poesias (?) leiam as dele.
Obrigado Guilherme, Kamilly Cordeiro, Niña, Rafael Martins, (ordem alfabética) e todos que já clicaram no botão “seguir"
=)
Mato em mim
Mato em mim
as lembranças suas
para nunca machucar
aquela que amei
Nem passou pela minha cabeça..
Que o amor
Depois de
NASCIDO
Não pode ser
MORTO
Mesmo que por suposto
ESQUECIDO
Vou procurar
por
você
em toda
boca
que eu
beijar.
Não fazia idéia
Que
De todas
As únicas que me agradavam
Eram senão aquelas que
Me lembravam
Ela!
Até no filme,
a mocinha que simpatizei
Tão surpreso fiquei
Amélie Poulain era
ela !
Ainda hoje, anos depois
Sonho acordar
Ao meu lado não é essa, é outra
Será ela.
as lembranças suas
para nunca machucar
aquela que amei
Nem passou pela minha cabeça..
Que o amor
Depois de
NASCIDO
Não pode ser
MORTO
Mesmo que por suposto
ESQUECIDO
Vou procurar
por
você
em toda
boca
que eu
beijar.
Não fazia idéia
Que
De todas
As únicas que me agradavam
Eram senão aquelas que
Me lembravam
Ela!
Até no filme,
a mocinha que simpatizei
Tão surpreso fiquei
Amélie Poulain era
ela !
Ainda hoje, anos depois
Sonho acordar
Ao meu lado não é essa, é outra
Será ela.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Quem sou eu:
Quanto mais palavras emprego na tentativa reducionista de chegar a uma auto-descrição que seja pelo menos um pouco fiel à realidade, mais me distancio do que sou de verdade. Cada palavra abre um mundo novo, virgem e já caótico, absurdo e contraditório; todos levam a um milhão de possibilidades que trazem bilhões de incertezas e limitações catastróficas. Não conseguiria resumir toda minha vida e seus nuances nem que usasse toda ela para isso. Num ultimo esforço de provar que eu existo, procurei “eu” no dicionário e encontrei um monte de palavras que de longe não parecem comigo. Mas não desisto...
Agora eu sou TUDO. Sou um cubo de gelo no asfalto quente; sou um espermatozoide que briga pra não morrer em setenta e duas horas - sem parar pra pensar que estou apenas adiando o problema, vou morrer aos quarenta – de câncer inclusive; Eu sou uma grande prédio ruindo invisivelmente no centro da cidade, mas juro um dia vou acabar, e vou além ! Sou o universo que se afasta sem pressa do que um dia foi meu centro e agora é o nada... e senhores, ah senhores.... eu também sou o nada. E nada do que digam vai mudar o fato, se um dia nasceu, um dia vai morrer. Então aproveitem, APROVEITEM SENHORES! Que agora serei um copo de whisky e já fui gelo, como bem sabem, então me juntem antes que resolva ser o vazio...
e dê isso tudo por encerrado...
Agora eu sou TUDO. Sou um cubo de gelo no asfalto quente; sou um espermatozoide que briga pra não morrer em setenta e duas horas - sem parar pra pensar que estou apenas adiando o problema, vou morrer aos quarenta – de câncer inclusive; Eu sou uma grande prédio ruindo invisivelmente no centro da cidade, mas juro um dia vou acabar, e vou além ! Sou o universo que se afasta sem pressa do que um dia foi meu centro e agora é o nada... e senhores, ah senhores.... eu também sou o nada. E nada do que digam vai mudar o fato, se um dia nasceu, um dia vai morrer. Então aproveitem, APROVEITEM SENHORES! Que agora serei um copo de whisky e já fui gelo, como bem sabem, então me juntem antes que resolva ser o vazio...
e dê isso tudo por encerrado...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O cú de Deus
Me custa muito acreditar que se deus existisse ele colocaria na gente algo parecido com o cu. Essa esfíncter rugosa me parece tão maligna, não poderia ser obra divina. Imagem e semelhança é o escambau ! Deus não teria cu, ele não come, porra ! Pra se livrar de seus dejetos ele faria algo semelhante à Jennie Gênio : Cruza os braços, fecha os olhos, acena com a cabeça e tã ran ran ran ran ! “Pronto, fiquei até mais leve. Espero não ter errado o alvo de novo. Da ultima vez Netuno ficou puto comigo. Aquele cabeça de Bagre ainda vai me deixar louco, ô se vai. Não lhe corto a cabeça e as barbatanas porque o puto já tem problemas o suficiente para se preocupar. Foi casar-se com uma sereia mas se esqueceu que buceta de peixe é apertada como os diabos, e se lhe erramos a cravada o cacete fica esfolado por pelo menos três meses, eu bem me lembro daquela tilápia cheia de chatos. O único que valeu à pena foi aquele boto, Charlie era seu nome. Maldito, quase acabou com minha vida...”
De qualquer forma, esse não é o argumento mais bonito, mas é sem dúvida, o mais presente. Lembro-me dele em toda constipação pós-bebedeira.
É assustador como pode-se partir de teorias absolutamente esdrúxulas e mesmo assim chegar a um ponto razoável. É só divagar devagar (Niña ...). Dia desses estava pensando nas coisas inúteis do corpo e como serão daqui alguns anos, quando estivermos mais evoluídos, se é que estamos realmente evoluindo. Com certeza já devem ter pensado nisso, mas aí vai: No futuro não existirá heterossexualidade nem homossexualidade; existirão o homem, a mulher e as orgias bissexuais; No futuro, o corpo humano será diferente. Não terá cabelo, não terá sobrancelhas, não terá unhas porque tudo isso é inútil; No futuro todos serão negros, mas não negros puros, negros que pegaram o melhor de todas as raças, formando uma super raça heterogênea, mais resistente portanto. No entanto essa raça não terá muitos músculos, porque músculos serão desnecessários; No futuro as pessoas usarão apenas um modelo de roupa para poupar tempo e usa-lo em coisas mais produtivas.
Ah, e as cabeças grandes fazem sentido também, porque a tendência é usar o cérebro mais que o resto do corpo. Isso deve ser muito óbvio pra alguns, mas eu não tinha visto em nenhum outro lugar. O porquê disso é que não costumo ler muito sobre atualidades. Tenho um medo danado de meu pensamento original ser infectado por outros, pois não saberia o que eu realmente quero. Isso porque sou totalmente influenciável, logo devo tomar cuidado. É bom que saibam que se eu falar algo que parece uma cópia de outro lugar (já me aconteceu ) não é por querer. Também vou me esforçar pra não parecer arrogante nem pretensioso como já me disseram de outra vez. Inclusive não tem motivos para isso como eu bem entendo ao ler outros blogs por aí....
De qualquer forma, esse não é o argumento mais bonito, mas é sem dúvida, o mais presente. Lembro-me dele em toda constipação pós-bebedeira.
É assustador como pode-se partir de teorias absolutamente esdrúxulas e mesmo assim chegar a um ponto razoável. É só divagar devagar (Niña ...). Dia desses estava pensando nas coisas inúteis do corpo e como serão daqui alguns anos, quando estivermos mais evoluídos, se é que estamos realmente evoluindo. Com certeza já devem ter pensado nisso, mas aí vai: No futuro não existirá heterossexualidade nem homossexualidade; existirão o homem, a mulher e as orgias bissexuais; No futuro, o corpo humano será diferente. Não terá cabelo, não terá sobrancelhas, não terá unhas porque tudo isso é inútil; No futuro todos serão negros, mas não negros puros, negros que pegaram o melhor de todas as raças, formando uma super raça heterogênea, mais resistente portanto. No entanto essa raça não terá muitos músculos, porque músculos serão desnecessários; No futuro as pessoas usarão apenas um modelo de roupa para poupar tempo e usa-lo em coisas mais produtivas.
Ah, e as cabeças grandes fazem sentido também, porque a tendência é usar o cérebro mais que o resto do corpo. Isso deve ser muito óbvio pra alguns, mas eu não tinha visto em nenhum outro lugar. O porquê disso é que não costumo ler muito sobre atualidades. Tenho um medo danado de meu pensamento original ser infectado por outros, pois não saberia o que eu realmente quero. Isso porque sou totalmente influenciável, logo devo tomar cuidado. É bom que saibam que se eu falar algo que parece uma cópia de outro lugar (já me aconteceu ) não é por querer. Também vou me esforçar pra não parecer arrogante nem pretensioso como já me disseram de outra vez. Inclusive não tem motivos para isso como eu bem entendo ao ler outros blogs por aí....
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